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Category Archives: SAÚDE

Médico alerta para importância da prevenção de doenças sexuais no carnaval

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Após o período de folia, são comuns casos de HPV, herpes e sífilis contraídos em relações sem uso de camisinha. Saúde do DF aumentou estoque de preservativos em 30%, disponibilizando 1,57 milhão de unidades no mês de fevereiro

O clima de diversão da temporada de carnaval ressalta a importância da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). A Secretaria de Estado e Saúde do Distrito Federal aumentou o estoque de preservativos em 30%, disponibilizando 1,57 milhão de unidades nos centros de saúde para o mês de fevereiro.

O médico urologista Rafael Buta, da Aliança Instituto de Oncologia, alerta para graves patologias que podem ser evitadas com o uso da camisinha. “O vírus HIV, causador da Aids; Sífilis, Hepatite B e C; e o HPV são as doenças mais graves que podem ser adquiridas em relações sexuais sem preservativo e podem ser evitadas com este cuidado”, destaca.

De acordo com o médico, passado o período de folia são recorrentes no consultório episódios de gonorréia e a clamídia, que causam uretrite no homem e doença inflamatória pélvica na mulher. Além destas, o HPV, a Herpes e a sífilis são consideradas doenças comuns após o paciente ter relação sexual sem o uso de preservativo.

“A prevenção das doenças é feita com o sexo seguro, sexo apenas com preservativo”, enfatiza Rafael. Segundo o médico, para a maioria das doenças, a proteção com a camisinha é bem eficaz. Entretanto, em casos de lesões, como HPV e outras doenças, que podem surgir em outras regiões além do pênis, como na virilha, região pubiana e na bolsa testicular, o preservativo não protege 100%.

As consequências das DSTs podem variar de acordo com a gravidade de cada doença. A gonorréia, por exemplo, pode causar uma inflamação na uretra, no canal urinário do homem, ou no canal genital da mulher. Com o tempo são geradas cicatrizes que podem obstruir o fluxo urinário, podendo resultar até mesmo na infertilidade.

A sífilis, se não tratada, pode espalhar-se pelo corpo e causar lesões neurológicas. Já o HPV é a principal causa de câncer de colo de útero nas mulheres e também está relacionado ao câncer do canal anal tanto no público masculino quanto no feminino.

Para curtir a folia com saúde, o diagnóstico prévio e conhecimento sobre qualquer doença é o principal fator a ser avaliado. “Um dos principais problemas não apenas no carnaval é não identificar e não tratar corretamente estas doenças, e consequentemente, o paciente continuar transmitindo essas doenças para outros parceiros”, ressalta.

Qualquer ferida que surja na área genital pode indicar a incidência de alguma DST. No caso de aparecimento de ínguas, bolhas, feridas, coceira e odor diferente, o médico deve ser consultado imediatamente para o diagnóstico correto. “Qualquer lesão ou anormalidade na região genital que aparecer depois de uma relação sem proteção é indicativo de DST”, explica o médico. Ardência na hora de urinar e corrimentos também são sintomas sugestivos de doenças.

Rayan Ribeiro
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Rafael Buta – Urologista
Alta | Web


Esclerose múltipla atinge cerca de 30 mil brasileiros, mas ainda é subdiagnosticada Crônica e debilitante, enfermidade tem impacto socioeconômico crescente. Tratamentos ajudam no controle e podem reduzir custos no longo prazo. Entidades discutem consenso e esperam revisão do protocolo clínico

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Resultado de imagem para medicoQuem já ouviu falar da esclerose múltipla sabe que essa doença autoimune causa incapacidade e pode levar à morte. A enfermidade é subdiagnosticada no País e, mesmo assim, já atinge mais de 30 mil brasileiros. Em sua maioria, mulheres adultas jovens, em idade produtiva. O Brasil já conta com os medicamentos mais modernos, que impedem a progressão da patologia. Mas ainda é preciso avançar no diagnóstico, assim como no acesso e no entendimento sobre o uso das terapias, o que inclui a necessidade de revisão do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença.
A esclerose múltipla compromete o sistema nervoso central. É caracterizada pela inflamação crônica e desmielinização da bainha de mielina, que envolve os axônios dos neurônios, por onde passam os impulsos nervosos. “É como se um fio estivesse desencapado e acontecesse um ‘curto-circuito’ no seu cérebro, gerando uma cicatriz, que é a esclerose e pode afetar vários locais no cérebro e na medula espinhal. Essa lesão pode causar desde comprometimento temporário da visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como cegueira e paralisia completa dos membros”, explica o médico neurologista Douglas Sato, coordenador do Departamento Científico de Neuroimunologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), professor do Instituto do Cérebro (Inscer) e da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Por ser incapacitante, quanto mais rápido seu diagnóstico e o início do tratamento, melhor. Segundo Sato, o diagnóstico da esclerose múltipla é feito pela análise dos sintomas (entre eles, fraqueza, formigamento ou dormência nos membros, tremor nas mãos, dificuldade para falar, caminhar ou escrever) e por meio de exames de imagem. Mesmo assim, por ter sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o reconhecimento é fácil ou rápido.
Outra peculiaridade é o perfil da doença, que geralmente difere de paciente para paciente. “Atualmente, há um consenso entre os médicos especializados em desenvolver um tratamento único para cada indivíduo de acordo com a agressividade e a atividade da doença, por exemplo. Para isso, é fundamental aumentar as opções de medicamentos disponíveis e permitir seu uso de acordo com a atividade da doença, o que é limitado pelo atual Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas da doença”, pondera Sato. “Hoje temos de seguir prescrevendo medicamentos em uma sequência que não considera as peculiaridades do paciente. O atraso em atingir as medicações mais apropriadas pode facilitar a presença de surtos e de sequelas permanentes.”
Para discutir essa questão, no fim do ano, o Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN e o Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (BCTRIMS) debateram, durante audiência pública no Ministério da Saúde, a importância do diagnóstico precoce e os critérios atuais para a escolha dos tratamentos. A expectativa é que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avance com a proposta de atualizar o PCDT/SUS e integre novos medicamentos e procedimentos que sejam benéficos para os pacientes, em conformidade com o desenvolvimento científico e tecnológico da área, e o torne mais flexível – permitindo que pacientes com EM de alta atividade tenham acesso a terapias mais potentes.
Impacto social – Para Sato, a esclerose múltipla tem um impacto que não se restringe somente ao paciente. “A doença atinge toda a família e a sociedade em geral. Já nos estágios iniciais, ela tira a qualidade de vida do indivíduo e reduz sua capacidade produtiva, o que abala também sua saúde emocional, além de gerar custos crescentes para todo o sistema de saúde se não for bem tratada desde o início.”
De acordo com o protocolo clínico de tratamento, a classificação da esclerose múltipla é feita por meio de uma escala que qualifica as incapacidades geradas pela evolução da doença – a Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke (EDSS). Essa escala estabelece o nível de comprometimento causado pela doença, que vai de zero, quando não há comprometimento neurológico, até 10 – o que se traduz pela morte do indivíduo. Quanto mais alto o índice na EDSS, maior é o custo desse tratamento, que abrange consultas médicas, reabilitação com diversos profissionais de saúde, até, nos casos avançados, internações hospitalares. “Esses são os custos diretos. Os indiretos estão relacionados a perda ou diminuição de salário, pensões por incapacidade ou invalidez, entre muitos outros. E também existem os intangíveis, relacionados à família de quem tem a doença, e se traduz por estresse, ansiedade, depressão…”
Há estudos americanos e europeus que mostram os valores gastos com a doença. Nos Estados Unidos, esse montante chega a mais de US$ 10 bilhões por ano. Já na Europa, o número é de aproximadamente € 14,6 bilhões. No Brasil, o custo total de medicamentos, entre 2006 e 2009, foi de cerca de R$ 360 milhões. No entanto, os gastos públicos gerados pelo tratamento aumentaram mais de sete vezes no mesmo período, chegando a mais de R$ 200 milhões.
“Temos de diagnosticar e prescrever o que é o mais adequado para o paciente de acordo com a atividade da doença, seu histórico médico e as terapias disponíveis. Isso inclui reconhecer que diferentes tratamentos podem ser eficazes para os distintos momentos dos pacientes e saber como integrá-los, quando necessário”, completa o especialista. E quanto maior o acerto menor a evolução da doença e a ampliação dos cuidados médicos, o que reflete em menor custo da doença por paciente tratado e em mais qualidade de vida e produtividade para o indivíduo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já tem registrados nove diferentes medicamentos para o tratamento da esclerose múltipla. Seis deles estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), está atualmente discutindo seu rol de medicamentos, e a inclusão de tratamentos para esclerose múltipla faz parte do debate.

Ministério da Saúde confirma mais sete mortes por febre amarela

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Ministério da Saúde confirma mais sete mortes por febre amarelaFoto: Divulgação
Mais sete pessoas morreram em decorrência da febre amarela nos últimos dois dias e mais 20 casos da doença nos estados de Minas Gerais, do Espírito Santo e de São Paulo. Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Saúde, desde o início do ano, dos 200 óbitos suspeitos de febre amarela notificados, 89 foram confirmados, 108 continuam sob investigação e três foram descartados. As mortes provocadas pela febre amarela ocorreram em Minas Gerais (77), no Espírito Santo (9) e em São Paulo (3). A pasta afirma que 1.258 casos foram notificados neste ano, sendo 263 confirmados. Do total, 882 são investigados e 113 foram descartados. Do total de registros, 1.032 foram em Minas, 163 no Espírito Santo, 16 em São Paulo, 15 na Bahia, 6 no Tocantins e um caso no Rio Grande do Norte. Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde enviou 12,7 milhões de doses extras da vacina contra a doença para os estados com registros de casos e para localidades na divisa com áreas que tenham casos notificados. Até o momento, Minas Gerais recebeu 5,5 milhões de doses extras do imunizante, São Paulo, 2,75 milhões de doses; Espírito Santo, 2,5 milhões; Rio de Janeiro, 1,05 milhão e a Bahia, 900 mil. O montante, segundo o ministério, é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, enviadas mensalmente aos estados.

Funcionários de hospitais entram em greve em Itabuna, sul da Bahia Paralisação começou nesta terça-feira (14) por causa do atraso no salário. Administradora diz que vai fazer pagamento nos próximos dias.

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Funcionários de três hospitais de Itabuna, na região sul da Bahia, entraram em greve desde a manhã desta terça-feira (14), por conta de atraso do salário no mês de janeiro. As unidades de saúde fazem atendimento particular e pelo SUS.

A paralisação ocorre nos hospitais Manoel Novaes, Calixto Midlej Filho e São Lucas, que são administrados pela Santa Casa de MIsericórdia da Bahia.

Categoria também parou no mês de dezembro, após atraso (Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz)Hospital Manoel Novaes é um dos atingidos por
paralisação (Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz)

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Estabelecimentos em Saúde de Itabuna e região, 30% dos 1.800 funcionários das unidades médicas seguem atendendo com prioridade a casos de urgência e emergência. Ainda conforme o sindicato, o atendimento nas três unidades só será normalizado após o pagamento do salário de janeiro.

Em nota, a Santa Casa de Misericórdia lamentou a greve e disse que respeita a manifestação dos funcionários. A instituição diz ainda que o pagamento deve ser feito nos próximos dias e que essa previsão já foi anunciada em rodadas de negociação com representação sindical.

A Santa Casa informa ainda que iniciará o pagamento dos salários imediatamente após o Fundo Municipal de Saúde realizar o repasse do recurso à Santa Casa.

Ainda segundo a instituição, por conta da greve, foram suspensas cirurgias cardíaca e outros procedimentos. A Santa Casa diz ainda que foram registrados conflitos nas portas de entrada dos três hospitais, sobretudo no Hospital Manoel Novaes.

A Secretaria da Saúde do município informou que o repasse do recurso fica à cargo da Secretaria de Finanças, que afirmou que o processo de pagamento ainda está sendo auditado.

“Irresponsabilidade muito grande”, diz presidente do Sindimed sobre redução de médicos nas UPAs O ministro da Saúde, Ricardo Barros decretou a medida alegando que não há recursos

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Resultado de imagem para upas 24 horasO ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou na quinta-feira (2), algumas mudanças no funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs 24 horas.

Entre as alterações a mais polêmica é a redução de quatro para dois médico, número mínimo exigido de profissionais para uma unidade do tipo.

O ministro argumentou que há hoje no país 165 UPAs já concluídas e que não estão funcionando porque os prefeitos estão sem recursos para inaugurá-las e mantê-las em funcionamento.

A medida gerou revolta em médicos baianos. Em entrevista ao VN, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, condenou a medida: “Isso no mínimo é arriscar a população. A primeira coisa que verificamos é que as UPAs estão cada vez mais super lotadas e elas tem tido um papel muito importante nessa época de crise. Grande parte das pessoas perderam seus planos de saúde, então nós temos hoje um usuário do SUS com um perfil até diferente, são aquelas pessoas que tinham planos de saúde e perderam”, observou.

Magalhães afirmou ainda que a probabilidade de erro médico aumenta com o decreto: “Consequentemente essas pessoas procuram assistência no SUS. Então no momento que se aumenta essa procura, irão reduzir? Assim se estabelece um contexto que deixa o médico sujeito a um erro. Por que? Porque você vai atender uma média de 200 pessoas em um período curto. Então é de uma irresponsabilidade você baixar um decreto estabelecendo redução de profissional, seja ele qual for, expôs à população”.

“Por exemplo, uma pessoa que tem um problema crônico, ele entra com perfil de urgência, o recurso é ele ir para o SUS. Quando chegar lá ele provavelmente não encontrará o médico. É uma irresponsabilidade muito grande. Se precisa diminuir custo, diminua de outro segmento, não da saúde, porque a população já paga muito caro por isso” concluiu.

Venda de antidepressivos no Brasil cresce com o aumento de casos ligados à depressão Especialistas afirmam que desinformação e preconceito em relação à doença ainda prejudicam

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Houve crescimento também dos números de casos diagnosticadosThinkstock

Em um mundo cada vez mais tecnológico e acelerado, a depressão também tem crescido de uma maneira que preocupa governos e entidades como a OMS (Organização Mundial de Saúde). A entidade já alertou que atualmente a depressão é a quarta causa global de incapacidade e deve se tornar a segunda até 2021. No Brasil, os números de casos de depressão e doenças ligadas a ela, como trantornos de ansiedade, de estresse pós-traumático e de compulsão alimentar, também crescem.

Segundo pesquisa da IMS Health, em 2016 a venda de antidepressivos e estabilizadores de humor cresceu 18,2% no Brasil, totalizando um comércio que gerou R$ 3,4 bilhões, abaixo apenas do setor de analgésicos, cujas vendas foram de R$ 3,8 bilhões. Tal avanço, na opinião do psiquiatra Bruno Nazar, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e pesquisador do King´s College de Londres, é decorrente basicamente de dois fatores.

— As causas podem ser aumento do número de casos e também de um crescimento do número de casos diagnosticado. Os profissionais passaram a conhecer melhor o quadro e entender melhor a ajuda que podem dar para a população. Em termos de saúde pública, as camadas da população menos favorecidas estão começando a ter acesso a essas tecnologias.

Primo de Freud, o criador da psicanálise, diz: “cada vez se usa mais medicamentos e menos pensamento”

Isso não quer dizer, segundo o especialista, que o atendimento a esse tipo de caso no Brasil seja suficiente. Atualmente, a depressão atinge em torno de 7% da população brasileira (17 milhões de pessoas), segundo a OMS. Nazar afirma que a rede pública já possui profissionais que se dedicam a fazer o atendimento primário, supervisionados por psiquiatras em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no PSF (Programa Saúde da Família). Mas, se nos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo ainda há carência, fora deles a defasagem é ainda maior.

— As camadas menos favorecidas estão tendo mais acesso a tratamentos com antidepressivos não só pelas instituições, mas também pelo fornecimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que é algo recente nos últimos anos, mas ainda não podemos dizer que seja uma prática corrente no Brasil.

A desinformação e o preconceito a respeito da doença não atingem somente as classes sociais mais baixas. O psiquiatra acrescenta que também a população mais rica sofre com o problema, apesar de, quando detectado, a mesma tem um acesso muito maior ao tratamento.

Para a psiquiatra Evelyn Vinocur, membro titular da Associação Brasileira de Psiquiatria, a depressão também é uma doença psicossocial, não sendo necessariamente decorrente de fatores genéticos, que interferem no desequilíbrios de neurotrasmissores do cérebro.

— Há várias causas, quanto mais a população envelhece mais tem doenças crônicas que levam à depressão. Não é só a parte hereditária e genética. De dois anos para cá, as pessoas estão muito mais estressadas, ansiosas, deprimidas, com sintomas característicos da psiquiatria.

Mito e preconceito

Nazar, porém, faz uma ressalva. A administração do medicamento tem de ser feita com critério e, de preferência, acompanhada de uma terapia para entender o porquê do desânimo e da perda da força vital do paciente, principais sintomas da depressão.

— Para utilizar antidepressivos, só  ter o quadro de depressão não é suficiente. É preciso que exista o impacto nas atividades diárias. Aí o paciente precisa de tratamento que pode ser só psicoterapia, ou psicoterapia com medicação e em alguns casos só medicação. Mas os melhores resultados são sempre quando se associa psicoterapia com medicação.

Interromper tratamento da depressão durante a gravidez pode prejudicar a saúde da mãe e do bebê

O mito de que uma pessoa com depressão está apenas disfarçando sua “fraqueza moral” e “falta de força de vontade” ainda existe, mas já diminuiu. Nazar considera que os médicos estão mais preparados para compreender este lado do paciente que, se não tratado, impede que ele tenha disposição para seguir as recomendações para a melhora em outras doenças decorrentes da depressão. São os casos da obesidade, diabetes e o alcoolismo.

— A depressão não tratada se torna mais frequente se aumenta o risco de se tornar crônica e levar a outras doenças, chamadas complicações secundárias. O preconceito em relação às doenças psiquiátricas dentro das classes médicas ainda existe, mas tem diminuido. O paciente hoje tem mais liberdade e pode dizer: “Olha, eu tenho esse sofirmento que me prejudica muito no dia a dia e eu preciso de ajuda”.

Bahia tem caso confirmado de febre amarela, diz Ministério da Saúde Já Sesab diz que confirma apenas três suspeitos em Teixeira de Freitas. Mistério da Saúde diz que, além do caso confirmado, há 5 sob investigação.

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Vacina é de graça nos postos de saúde (Foto: Reprodução/ TV TEM)Ministério da Saúde diz que há um caso confirmado de febre amarela na Bahia (Foto: Reprodução/ TV TEM)

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta segunda-feira (23) que o estado da Bahia teve sete casos de febre amarela notificados. Desses, um foi confirmado, um foi descartado e os outros cinco seguem sob investigação.

Já a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que tem registro de apenas  três casos de suspeita da doença, na cidade de Teixeira de Freitas, localizada no sul do estado.

Ainda no balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, consta que não há registro de mortes na Bahia, e que os casos foram notificados em três municípios, entretanto eles não disseram quais. O Ministério destacou que enviou à Bahia 400 mil doses extras para vacinação preventiva da população na área recomendada.

Vacinas contra a febre amarela aumentaram de 15 para 100, por dia (Foto: Divulgação / Ascom Campos)Vacinação contra a febre amarela foi ampliada na
Bahia (Foto: Divulgação / Ascom
Campos)

Prevenção
A Sesab ampliou a vacinação contra febre amarela no extremo sul da Bahiax e Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. De acordo com a Sesab, considerando a situação epidemiológica da doença no país, com a ocorrência recente de óbitos em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, incluindo regiões que fazem divisa com a Bahia, é necessário reforçar ações de monitoramento, vigilância e controle da doença e intensificando a imunização.

A Sesab informou que, além da vacinação da população dos municípios baianos que fazem limite com municípios mineiros, o órgão solicitou ao Ministério da Saúde a ampliação da imunização para cidades com elevada circulação de pessoas oriundas de Minas Gerais, devido ao acesso a toda região litorânea, sobretudo no verão.

As cidades do extremo sul com recomendação de imunização são: Alcobaça, Belmonte, Caravelas, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabela, Itagimirim, Itamaraju, Itanhém, Itapebi, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Porto Seguro, Prado, Santa Cruz de Cabrália, Teixeira de Freitas e Vereda.

A Sesab também informou que foi incluído na recomendação o reforço vacinal para o município de Vitória da Conquista. A cidade é um importante eixo rodoviário ligado com o norte e nordeste de Minas Gerais, onde estão localizados os municípios com ocorrência de casos e óbitos por febre amarela. A população de Vitória da Conquista chegou a reclamar sobre a falta de vacina contra a doença na região.

Segundo a secretaria, embora o fluxo rodoviário não seja uma indicação para vacinação da população, pela intensidade migratória diária e pelas fortes relações de saúde entre as duas regiões, Vitória da Conquista foi incluída na lista das cidades com indicativo de intensificação vacinal seletiva.

De acordo com a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde, Ita de Cácia Aguiar, a vacina deve ser tomada por crianças a partir dos nove meses e pelos adultos que ainda não estão imunizados. Já para as pessoas acima dos 60 anos e para os imunodeprimidos, como os transplantados, a vacinação deve ser feita apenas com recomendação médica.

Os demais municípios que deverão vacinar 100% da população são: Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brejolândia, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Canápolis, Carinhanha, Casa Nova, Catolândia, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Ibotirama, Itaguaçu da Bahia, Iuiú, Jaborandi, Luiz Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Morpará, Muquém de São Francisco, Paratinga, Pilão Arcado, Remanso, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, Sento Sé, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Sobradinho, Tabocas do Brejo Velho, Wanderley, Xique-Xiqu

Doença misteriosa que causa dor muscular e problemas renais pode ter relação com peixe Vários casos foram registrados na capital baiana em poucos dias

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Vírus misterioso pode ter sido transmitido via oral por toxinas presentes em peixes (Foto: ilustração)Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pelo menos 11 casos de uma doença misteriosa que causa dor muscular e problemas renais foram registrados, nos últimos dias, na capital baiana. Pesquisadores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) acreditam que um vírus, ainda não identificado, pode estar causando a enfermidade.

Segundo especialistas, o vírus misterioso pode ter sido transmitido via oral por toxinas presentes em peixes. Além da urina escura, um dos sintomas da doença é o aumento da enzima CPK (creatinofosfoquinase), que regula o metabolismo dos músculos.

O tratamento é feito com analgésico e hidratação. Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver insuficiência renal.

Criança com braço quebrado aguarda há 22 dias por cirurgia na Bahia Menina tem 3 anos e está internada em Jequié, desde 31 de outubro. Médicos alegam que a criança é muito pequena para a cirurgia na unidade.

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Menina aguarda por cirurgia há 22 dias na Bahia (Foto: Blog Marcos Frahm)Menina aguarda por cirurgia há 22 dias na Bahia (Foto: Blog Marcos Frahm)

Uma menina de 3 anos que está internada com o braço quebrado no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), no município de Jequié, sudoeste da Bahia, aguarda por uma cirurgia há 22 dias. Ysllen Lavine dos Santos da Silva deu entrada na unidade de saúde no dia 31 de outubro e ainda não conseguiu passar pelo procedimento, porque precisa ser transferida para um hospital especializado em crianças. A informação foi confirmada nesta terça-feira (22) pela mãe da criança, Jaqueline dos Santos.

De acordo com a mãe da menina, Ysllen Lavine quebrou o braço no dia 29 de outubro, enquanto brincava em uma escorregadeira. A família mora em Jaguaquara, a cerca de 50 quilômetros de Jequié, e procurou o HGPV após orientação da unidade de saúde que atende na cidade, mas os médicos do hospital alegaram que não podem realizar a crirugia por conta do tamanho da criança.

Segundo Jaqueline Santos, os profissionais disseram a ela que a administração da anestesia seria complicada pelo fato da menina ser muito pequena e que uma dose errada poderia causar complicações ou até mesmo a morte dela. Conforme a mãe da menina, no ínicio do mês, Ysllen Lavine chegou a ser transferida para o Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, para tentar fazer a cirurgia, mas os médicos não a atenderam e ela foi levada de volta para Jequié no mesmo dia.

Em nota, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que o nome da menina foi registrado na Central Estadual de Regulação (CER) no dia 20 de novembro e que, desde então, a central está em busca de vaga que atenda ao perfil da paciente

Arritmias cardíacas causam 320 mil mortes súbitas por ano, alerta entidade

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https://2.bp.blogspot.com/--y4StvvUmcU/WCd1sBaiCRI/AAAAAAAADl4/1Pnf5vU5u_MHBW8i-s7T3avVbsZlaAjCQCLcB/s320/Mais 20 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de arritmia cardíaca, doença responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). As palpitações são um dos principais sinais de que o ritmo do coração está fora do normal. E, mesmo quando isso ocorre durante algum esforço ou exercício, é preciso estar alerta sobre sintomas mais fortes. Além da palpitação, a alteração da frequência cardíaca para um ritmo mais acelerado ou mais lento também pode provocar tonturas, náuseas e vômitos.

A receita do médico Jairo Rocha, arritmologista e eletrofisiologista, membro da Sobrac, é buscar hábitos saudáveis de alimentação, exercícios frequentes e controle de doenças como obesidade e diabetes. Mas, no momento da crise, a solução é tentar sentir o pulso quando os sintomas aparecem e procurar um especialista se verificar uma aceleração ou redução do ritmo. “A pessoa pode sentir desde palpitações, mal-estar, tontura e cansaços e ser uma arritmia benigna. Mas existem as malignas e essas podem levar a morte. Para saber se é grave ou não, o especialista tem que ver. Na grande parte das vezes, a arritmia é benigna mas tem que ter cuidado”, alertou Rocha em entrevista hoje (12), Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.

O registro dessa alteração no coração deve ser feito, segundo o médico, por um aparelho chamado eletrocardiograma, que pode identificar alterações até fora das situações de crise em alguns casos. O ideal, segundo Rocha, é que, em caso de qualquer sintoma fora do normal, o paciente procure um hospital para fazer essa medição dos batimentos porque esse registro é fundamental para o diagnóstico do tipo de arritmia e tratamento.

Rocha lembrou o caso do zagueiro Serginho, jogador do São Caetano, que, aos 30 anos, caiu no gramado do Morumbi durante o jogo contra o São Paulo em outubro de 2004. “O caso do Serginho que caiu e teve morte súbita foi uma arritmia maligna. Nunca se deve fazer atividade física sem passar por um eletrocardiogama, que é fundamental”, disse. Segundo o especialista, com o diagnóstico é possível identificar casos benignos ou casos que podem ser controlados com uso de medicamentos ou tratados com intervenções médicas usando técnicas como a ablação. “Nos casos que não conseguem tratamento curativo e de controle ou quem já tem arritmia maligna genética e o risco é muito grande, a gente indica o marcapasso com desfibrilador acoplado. Esse equipamento detecta a arritmia e o marcapasso libera o choque salvando a vida do paciente. Se estivesse usando esse equipamento, Serginho talvez ainda estivesse aqui”, explicou.

Um dos tipos de arritmia é a fibrilação arterial, que atinge principalmente pessoas idosas e é uma das grandes responsáveis pelo aumento de casos de acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. “Acima dos 60 anos, a incidência começa a aumentar e é responsável pelo maior número de AVC nessa população. Muitas vezes é assintomática, a pessoa tem e não sabe que tem. Com o eletrocardiograma você identifica mesmo sem a crise na hora”, disse. Apesar de destacar a faixa etária mais vulnerável, Rocha alertou que pessoas mais jovens podem sofrer com esse tipo de alteração da frequencia cardíaca e por isso devem redobrar atenções se identificarem qualquer alteração mais brusca.

Rocha explicou que, com o passar do tempo, a fibrilação pode evoluir para um aumento do coração ou facilitar formação de trombos no coração. “Tem parte do coração que não se contrai, como o sangue não consegue passar, ele começa a acumular, e sangue parado coagula. Esse coágulo pode entrar na circulação sanguínea e obstruir circulação podendo levar à trombose, embolia pulmonar ou ao AVC”, explicou o médico.