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Category Archives: SAÚDE

Doença misteriosa que causa dor muscular e problemas renais pode ter relação com peixe Vários casos foram registrados na capital baiana em poucos dias

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Vírus misterioso pode ter sido transmitido via oral por toxinas presentes em peixes (Foto: ilustração)Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pelo menos 11 casos de uma doença misteriosa que causa dor muscular e problemas renais foram registrados, nos últimos dias, na capital baiana. Pesquisadores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) acreditam que um vírus, ainda não identificado, pode estar causando a enfermidade.

Segundo especialistas, o vírus misterioso pode ter sido transmitido via oral por toxinas presentes em peixes. Além da urina escura, um dos sintomas da doença é o aumento da enzima CPK (creatinofosfoquinase), que regula o metabolismo dos músculos.

O tratamento é feito com analgésico e hidratação. Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver insuficiência renal.

Criança com braço quebrado aguarda há 22 dias por cirurgia na Bahia Menina tem 3 anos e está internada em Jequié, desde 31 de outubro. Médicos alegam que a criança é muito pequena para a cirurgia na unidade.

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Menina aguarda por cirurgia há 22 dias na Bahia (Foto: Blog Marcos Frahm)Menina aguarda por cirurgia há 22 dias na Bahia (Foto: Blog Marcos Frahm)

Uma menina de 3 anos que está internada com o braço quebrado no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), no município de Jequié, sudoeste da Bahia, aguarda por uma cirurgia há 22 dias. Ysllen Lavine dos Santos da Silva deu entrada na unidade de saúde no dia 31 de outubro e ainda não conseguiu passar pelo procedimento, porque precisa ser transferida para um hospital especializado em crianças. A informação foi confirmada nesta terça-feira (22) pela mãe da criança, Jaqueline dos Santos.

De acordo com a mãe da menina, Ysllen Lavine quebrou o braço no dia 29 de outubro, enquanto brincava em uma escorregadeira. A família mora em Jaguaquara, a cerca de 50 quilômetros de Jequié, e procurou o HGPV após orientação da unidade de saúde que atende na cidade, mas os médicos do hospital alegaram que não podem realizar a crirugia por conta do tamanho da criança.

Segundo Jaqueline Santos, os profissionais disseram a ela que a administração da anestesia seria complicada pelo fato da menina ser muito pequena e que uma dose errada poderia causar complicações ou até mesmo a morte dela. Conforme a mãe da menina, no ínicio do mês, Ysllen Lavine chegou a ser transferida para o Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, para tentar fazer a cirurgia, mas os médicos não a atenderam e ela foi levada de volta para Jequié no mesmo dia.

Em nota, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que o nome da menina foi registrado na Central Estadual de Regulação (CER) no dia 20 de novembro e que, desde então, a central está em busca de vaga que atenda ao perfil da paciente

Arritmias cardíacas causam 320 mil mortes súbitas por ano, alerta entidade

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https://2.bp.blogspot.com/--y4StvvUmcU/WCd1sBaiCRI/AAAAAAAADl4/1Pnf5vU5u_MHBW8i-s7T3avVbsZlaAjCQCLcB/s320/Mais 20 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de arritmia cardíaca, doença responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). As palpitações são um dos principais sinais de que o ritmo do coração está fora do normal. E, mesmo quando isso ocorre durante algum esforço ou exercício, é preciso estar alerta sobre sintomas mais fortes. Além da palpitação, a alteração da frequência cardíaca para um ritmo mais acelerado ou mais lento também pode provocar tonturas, náuseas e vômitos.

A receita do médico Jairo Rocha, arritmologista e eletrofisiologista, membro da Sobrac, é buscar hábitos saudáveis de alimentação, exercícios frequentes e controle de doenças como obesidade e diabetes. Mas, no momento da crise, a solução é tentar sentir o pulso quando os sintomas aparecem e procurar um especialista se verificar uma aceleração ou redução do ritmo. “A pessoa pode sentir desde palpitações, mal-estar, tontura e cansaços e ser uma arritmia benigna. Mas existem as malignas e essas podem levar a morte. Para saber se é grave ou não, o especialista tem que ver. Na grande parte das vezes, a arritmia é benigna mas tem que ter cuidado”, alertou Rocha em entrevista hoje (12), Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.

O registro dessa alteração no coração deve ser feito, segundo o médico, por um aparelho chamado eletrocardiograma, que pode identificar alterações até fora das situações de crise em alguns casos. O ideal, segundo Rocha, é que, em caso de qualquer sintoma fora do normal, o paciente procure um hospital para fazer essa medição dos batimentos porque esse registro é fundamental para o diagnóstico do tipo de arritmia e tratamento.

Rocha lembrou o caso do zagueiro Serginho, jogador do São Caetano, que, aos 30 anos, caiu no gramado do Morumbi durante o jogo contra o São Paulo em outubro de 2004. “O caso do Serginho que caiu e teve morte súbita foi uma arritmia maligna. Nunca se deve fazer atividade física sem passar por um eletrocardiogama, que é fundamental”, disse. Segundo o especialista, com o diagnóstico é possível identificar casos benignos ou casos que podem ser controlados com uso de medicamentos ou tratados com intervenções médicas usando técnicas como a ablação. “Nos casos que não conseguem tratamento curativo e de controle ou quem já tem arritmia maligna genética e o risco é muito grande, a gente indica o marcapasso com desfibrilador acoplado. Esse equipamento detecta a arritmia e o marcapasso libera o choque salvando a vida do paciente. Se estivesse usando esse equipamento, Serginho talvez ainda estivesse aqui”, explicou.

Um dos tipos de arritmia é a fibrilação arterial, que atinge principalmente pessoas idosas e é uma das grandes responsáveis pelo aumento de casos de acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. “Acima dos 60 anos, a incidência começa a aumentar e é responsável pelo maior número de AVC nessa população. Muitas vezes é assintomática, a pessoa tem e não sabe que tem. Com o eletrocardiograma você identifica mesmo sem a crise na hora”, disse. Apesar de destacar a faixa etária mais vulnerável, Rocha alertou que pessoas mais jovens podem sofrer com esse tipo de alteração da frequencia cardíaca e por isso devem redobrar atenções se identificarem qualquer alteração mais brusca.

Rocha explicou que, com o passar do tempo, a fibrilação pode evoluir para um aumento do coração ou facilitar formação de trombos no coração. “Tem parte do coração que não se contrai, como o sangue não consegue passar, ele começa a acumular, e sangue parado coagula. Esse coágulo pode entrar na circulação sanguínea e obstruir circulação podendo levar à trombose, embolia pulmonar ou ao AVC”, explicou o médico.

Mais Médicos: Ministério da Saúde anuncia mil vagas para brasileiros; 81 na Bahia

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Mais Médicos: Ministério da Saúde anuncia mil vagas para brasileiros; 81 na BahiaFoto: Divulgação
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (8) a abertura de mil vagas para profissionais brasileiros no Programa Mais Médicos, sendo 81 na Bahia. As vagas são distribuídas por 462 municípios, sendo 838 ocupadas atualmente por profissionais cubanos e outras 166 relativas à reposições de desistentes. A meta do Governo Federal é chegar a 4 mil substituições de médicos cooperados por brasileiros em três anos, reduzindo de 11,4 mil para 7,4 mil participantes cubanos. Para isso, o Ministério da Saúde quer atrair os brasileiros ofertando vagas em locais que estão entre as opões mais escolhidas por esses candidatos nas últimas seleções e que, atualmente, são ocupadas por cubanos do 1° e 2° ciclos do Programa. Nesse primeiro edital, as oportunidades estão, em sua maioria, localizados em capitais, regiões metropolitanas e em municípios com mais de 250 mil habitantes. “São postos mais atraentes e ainda há a possibilidade de permuta dos selecionados, que é a novidade do edital. Nosso esforço é no sentido de que os médicos que entrem no Programa permaneçam o máximo de tempo possível, para se integrar à comunidade, conhecer as famílias. É esse o espírito, na verdade, da possibilidade de permuta”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A expectativa é chegar a 7.800 brasileiros no Mais Médicos, representando mais de 40% do total de profissionais. As inscrições serão realizadas entre 20 de novembro e 23 de dezembro, e as vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros com atuação no país serão ofertadas aos brasileiros formados em qualquer país.

Santa Casa de Misericórdia de Poções possui serviço pioneiro de Saúde Mental na região Desde que foi inaugurado, em maio, o serviço já atendeu 53 pacientes

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Foto: Reprodução[FONTE TRIBUNA DA BAHIA]

O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto
O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto

Hoje (10) é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental. No cenário geral vivenciado no Estado de desmobilização das unidades de Saúde Mental, a Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Poções apresenta um atendimento exclusivo na região.

Inaugurado em maio desse ano, o serviço de Saúde Mental vem se tornando referência para famílias e pacientes que precisam de assistência através do SUS.

O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto.

A coordenadora do setor, a psicóloga Diane Moreira Silva, explica que são considerados surtos as crises agudas voltadas de pacientes psicóticos, esquizofrênicos, depressivos ou dependentes químicos.

Normalmente essas pessoas são trazidas pelos próprios familiares, ou rreferenciadas pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), ela UPA ou pelo Samu, quando detectam o momento de surto.

Na Santa Casa de Poções, 02 leitos são destinados exclusivamente a esses pacientes. O serviço dispõe de uma equipe multidisciplinar, formada por técnicos e enfermeiros, médico clínico, assistente social e psicólogo.

Segundo Diane, cerca de 70% dos atendimentos na Santa Casa de Poções são a pessoas com abstinência alcóolica.

“Quando conseguimos controlar o surto, o que procuramos trazer o familiar para perto, porque a família será a base de sustentação desse paciente no momento em que ele for desospitalizado”, explica a psicóloga.

Na região do Sudoeste da Bahia, além do serviço de Saúde Mental implantado na Santa Casa de Misericórdia de Poções, temos o Hospital Psiquiátrico Afrânio Peixoto em Vitória da Conquista que possui uma proposta Estadual em consonância com a Reforma Psiquiátrica de se tornar um Hospital Geral com leitos de psiquiatria.

Itabuna é a segunda do estado com mais casos de AIDS

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HIV

Itabuna está entre os municípios baianos que mais notificaram casos de AIDS neste ano. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o vírus da doença foi detectado em 95 pessoas submetidas a exames no município. A cidade é a segunda que mais informou casos de AIDS no estado neste ano. Salvador lidera em notificações. A doença foi detectada em 283 pessoas, das quais 5 crianças.
O ranking dos municípios com grande número notificações de casos de AIDS segue com Teixeira de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Porto Seguro, Feira de Santana, Jequié, Juazeiro e Camaçari. Os dados mostram ainda que 26 pessoas com vírus da AIDS já morreram na Bahia neste ano. Em Salvador foram notificadas 12 mortes. Os demais óbitos ocorreram em outros 11 municípios baianos, informa o Jornal A Região.

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS Transtorno ainda enfrenta preconceito, apesar de afetar mais de 120 milhões de pessoas

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A depressão é caracterizada pela tristeza constante que incapacita o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar e estudar

Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes. Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear.

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada. Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença.

Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor.

O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente.

– Principalmente no ambiente de trabalho, onde há competições e cobranças por bom desempenho, é comum as pessoas nem comentarem sobre a enfermidade. Nesses casos, o melhor é tirar férias ou licença médica.

E não é só isso. A ignorância em torno da doença faz com que familiares e amigos, na tentativa de ajudar, piorem ainda mais a condição do depressivo. Frases como “tenha um pouco de força de vontade”, “vamos passear no shopping que melhora”, “você tem uma vida tão boa, tá com depressão por que?” e “se ocupe com outras coisas que você não terá tempo de pensar em bobagens”, funcionam como uma bomba na cabeça de quem já se esforça, diariamente, para conseguir sair da cama.

– Isso mostra que as pessoas não conhecem o transtorno. Achar que é frescura ainda é comum. Elas não imaginam que o paciente não consegue reagir. Não depende de força de vontade.

A designer C.N., 35 anos, que passou por uma depressão severa há alguns anos, sabe bem o que é isso. Mesmo trabalhando em um ambiente com pessoas bastante esclarecidas, ela cansou de ouvir esse tipo de comentário. E os efeitos eram devastadores. Ela conta que “até críticas sobre o meu médico eu ouvi. Uma colega disse que ele não devia ser bom, pois depois de um mês de tratamento eu já deveria estar curada.”

– É incrível o poder que algumas palavras têm sobre o doente. A primeira coisa que as pessoas perguntavam era o motivo da minha depressão, pois eu tinha uma vida tão boa, uma família, filha, um casamento bacana, um emprego legal. O fato de não ter uma explicação para a doença me deixava péssima. Era um sentimento de culpa enorme.

Por isso, Ferraz diz que é muito importante a participação da família no tratamento. Eles precisam saber o que devem e o que não devem fazer em relação ao doente. Para ele, “fazer com que todos entendam o mecanismo do transtorno e como agem os remédios é fundamental para o sucesso do tratamento. Ainda existe o mito de que antidepressivo vicia, o que é um grande engano.”

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE ATRAVÉS DO CENTRO DE ENDEMIAS ESTARÁ REALIZANDO A LIRA 2016 EM POÇÕES NOS DIAS 10,11 E 12

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Entre os dias 10, 11 e 12 de Agosto os Agentes De Endemias estarão realizando a LIRA (levantamento de Índice Rápido) que tem por finalidade o mapeamento rápido dos índices de infestação por Aedes Aegypti. Entre as vantagens estão identifica os criadouros predominantes e as situações de infestação do município, alem disso permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

Neste trabalho os Agentes estarão visitando 20% dos imóveis do município, onde serão inspecionados todos os depósitos que contem água. O resultado desta LIRA será divulgado na próxima semana, Outra será realizada em Outubro.

INDICE SITUAÇÃO
< 1% Satisfatório
1 – 3,9% Alerta
> 3,9% Risco

 

Saúde: o paciente nunca é o culpado Com termos como “juidicialização da saúde”, o paciente carrega a culpa que de fato não é dele

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Luciano Correia Bueno Brandão, advogado especialista em Direito à Saúde, do escritório Bueno Brandão Advocacia.Clique na imagem para fazer o Download...

Muito se tem falado ultimamente sobre o aumento de ações judiciais movidas por pacientes contra o SUS e contra os planos de saúde privados. Também se discute o impacto dessas decisões sobre os orçamentos dos entes estatais e sobre o equilíbrio dos contratos entabulados pelas operadoras. A narrativa que se vem construindo é no sentido de que a chamada “judicialização da saúde” é nociva, prejudica muitos em detrimento de alguns poucos pacientes e que, a médio e longo prazo, tende a tornar o sistema insustentável.

Observa-se um clima crescente de quase “criminalização” do paciente, que recorre à Justiça para garantir acesso efetivo ao Direito à Saúde. Procura-se, em alguns meios, impor ao cidadão a pecha de “oportunista”, que busca na Justiça a chancela para direitos que supostamente não tem, o que causaria desequilíbrio no sistema. Neste ponto, é preciso dizer com todas as letras: o paciente não é o culpado!

A garantia de acesso à saúde é dever do Estado, previsto expressamente na Constituição Federal (art. 196, CF/88), e os serviços de assistência à saúde são livres à iniciativa privada pelos planos de saúde (art. 199, CF/88), sendo a atividades destes regulamentada pela Lei nº 9.656/98, e sujeita aos ditames do Código de Defesa do Consumidor. A Constituição Federal também garante expressamente em seu art. 5.º, inciso XXXV, a inafastabilidade da jurisdição. Ou seja, que todo cidadão tem o direito constitucional de submeter ao Judiciário a apreciação da defesa de seus interesses.

Portanto, a insinuação de que um cidadão age mal ao procurar o Judiciário para ver tutelados os seus direitos, consiste em verdadeiro ataque ao Estado Democrático de Direito e não deve ser levada a sério. Um estudo realizado recentemente pela USP constatou que em São Paulo 92,4% das ações judiciais movidas contra planos de saúde foram favoráveis aos pacientes. Ora, a resposta do Judiciário às demandas envolvendo as questões relacionadas à saúde é sinal inequívoco de que os direitos reclamados pelos pacientes são legítimos. Também é importante consignar que o número de ações judiciais é pequeno, considerado o universo de pacientes.

Neste sentido, basta mencionar que o levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que, em 2010, haviam cerca de 240 mil ações judiciais em curso no Brasil envolvendo questões relacionadas à saúde sendo que 46,6 milhões de pessoas possuíam planos de saúde. Ou seja, corresponderam a menos de 0,52% do número de beneficiários.

Veja-se, portanto, que a chamada “judicialização da saúde” não é, em hipótese alguma, causa absoluta das mazelas do setor, como alguns querem fazer crer, mas, sim, consequência de um sistema falho. Antes de colocar o paciente que recorre ao Judiciário para garantir efetivo acesso à saúde, na posição de vilão, é preciso repensar o sistema de gestão do sistema público e dos planos de saúde.

Como negar ao cidadão o acesso a medicamentos, exames e internações sob a invocação de princípios como o da “reserva do possível”, quando bilhões de reais se esvaem pelo esgoto da corrupção e da má gestão? É inadmissível que a direção de órgãos de regulação, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), seja entregue por indicação política a indivíduos com notória ligação aos interesses de operadoras privadas, as quais, é bom lembrar, são grandes financiadoras de campanhas eleitorais, exercendo um lobby gigantesco com entes políticos e mesmo no seio do Judiciário.

Desburocratizar, buscar eficiência, transparência entre médicos, hospitais e operadoras, reestruturar modelos de operação que já se provaram ineficientes, centralizar a compra de medicamentos e de materiais de alto custo são caminhos efetivos para a redução do desperdício sem, necessariamente, implicar em prejuízo aos pacientes.

Repensar a forma de remuneração dos planos de saúde privados é, também, necessário. O sistema de coparticipação (em que o usuário arca com parte do valor de consultas e exames, por exemplo), estimula uma racionalização dos recursos. Garantir descontos para usuários que venham a aderir a programas de medicina preventiva (o que a longo prazo pode reduzir despesas com tratamentos mais caros) é igualmente uma saída interessante. É necessário, ainda, equalizar os reajustes entre usuários mais novos e mais idosos.

O fato é que o sistema atual enseja desperdícios, está viciado por má gestão, falta transparência entre os entes envolvidos, prestadores e operadoras. Reconhecer a gravidade da situação é o primeiro passo para se chegar a um modelo sustentável, próspero e eficiente para todos: Estado, operadoras, prestadores e consumidores. Enquanto isso não ocorre, o Judiciário é a última trincheira da dignidade onde o paciente ainda pode buscar refúgio. E não há nada de ilegítimo nisso.

Artigo de:

Luciano Correia Bueno Brandão, advogado especialista em Direito à Saúde, do escritório Bueno Brandão Advocacia (http://www.buenobrandao.adv.br/).

Jaguaquara: Foto de paciente no chão viraliza e hospital diz que é ‘politicagem’

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Jaguaquara: Foto de paciente no chão viraliza e hospital diz que é ‘politicagem’

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Um paciente teria sido atendido no chão do hospital de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. A imagem como o homem no chão viralizou na internet. O caso teria ocorrido na terça-feira (5). Segundo o Blog do Marcos Frahm, o homem, identificado como Adriano, teria sido levado para Hospital Municipal de Jaguaquara após sofrer uma queda em uma rua do bairro Cruzeiro. O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (7). Em nota, assessoria de comunicação da prefeitura de Jaguaquara negou o fato e o considerou fruto de “politicagem”. Segundo a diretora da unidade de saúde, Bruna da Hora Oliveira, o paciente chegou ao local alcoolizado e apresentou oito crises convulsivas. Para atendê-lo, a equipe o colocou sobre um colchão para tentar o acesso venoso, “já que na maca não seria viável devido ao risco de queda e possível traumatismo, tudo pensando da melhor forma para proteger o paciente de uma complicação maior”, disse. Depois, o paciente foi transferido para a maca e depois de algumas horas teve alta médica com sua saúde reestabelecida.