Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Category Archives: SAÚDE

Mais Médicos: Ministério da Saúde anuncia mil vagas para brasileiros; 81 na Bahia

Share Button
Mais Médicos: Ministério da Saúde anuncia mil vagas para brasileiros; 81 na BahiaFoto: Divulgação
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (8) a abertura de mil vagas para profissionais brasileiros no Programa Mais Médicos, sendo 81 na Bahia. As vagas são distribuídas por 462 municípios, sendo 838 ocupadas atualmente por profissionais cubanos e outras 166 relativas à reposições de desistentes. A meta do Governo Federal é chegar a 4 mil substituições de médicos cooperados por brasileiros em três anos, reduzindo de 11,4 mil para 7,4 mil participantes cubanos. Para isso, o Ministério da Saúde quer atrair os brasileiros ofertando vagas em locais que estão entre as opões mais escolhidas por esses candidatos nas últimas seleções e que, atualmente, são ocupadas por cubanos do 1° e 2° ciclos do Programa. Nesse primeiro edital, as oportunidades estão, em sua maioria, localizados em capitais, regiões metropolitanas e em municípios com mais de 250 mil habitantes. “São postos mais atraentes e ainda há a possibilidade de permuta dos selecionados, que é a novidade do edital. Nosso esforço é no sentido de que os médicos que entrem no Programa permaneçam o máximo de tempo possível, para se integrar à comunidade, conhecer as famílias. É esse o espírito, na verdade, da possibilidade de permuta”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A expectativa é chegar a 7.800 brasileiros no Mais Médicos, representando mais de 40% do total de profissionais. As inscrições serão realizadas entre 20 de novembro e 23 de dezembro, e as vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros com atuação no país serão ofertadas aos brasileiros formados em qualquer país.

Santa Casa de Misericórdia de Poções possui serviço pioneiro de Saúde Mental na região Desde que foi inaugurado, em maio, o serviço já atendeu 53 pacientes

Share Button

Foto: Reprodução[FONTE TRIBUNA DA BAHIA]

O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto
O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto

Hoje (10) é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental. No cenário geral vivenciado no Estado de desmobilização das unidades de Saúde Mental, a Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Poções apresenta um atendimento exclusivo na região.

Inaugurado em maio desse ano, o serviço de Saúde Mental vem se tornando referência para famílias e pacientes que precisam de assistência através do SUS.

O serviço funciona como unidade para assistência e controle de crises de emergência a pacientes em surto.

A coordenadora do setor, a psicóloga Diane Moreira Silva, explica que são considerados surtos as crises agudas voltadas de pacientes psicóticos, esquizofrênicos, depressivos ou dependentes químicos.

Normalmente essas pessoas são trazidas pelos próprios familiares, ou rreferenciadas pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), ela UPA ou pelo Samu, quando detectam o momento de surto.

Na Santa Casa de Poções, 02 leitos são destinados exclusivamente a esses pacientes. O serviço dispõe de uma equipe multidisciplinar, formada por técnicos e enfermeiros, médico clínico, assistente social e psicólogo.

Segundo Diane, cerca de 70% dos atendimentos na Santa Casa de Poções são a pessoas com abstinência alcóolica.

“Quando conseguimos controlar o surto, o que procuramos trazer o familiar para perto, porque a família será a base de sustentação desse paciente no momento em que ele for desospitalizado”, explica a psicóloga.

Na região do Sudoeste da Bahia, além do serviço de Saúde Mental implantado na Santa Casa de Misericórdia de Poções, temos o Hospital Psiquiátrico Afrânio Peixoto em Vitória da Conquista que possui uma proposta Estadual em consonância com a Reforma Psiquiátrica de se tornar um Hospital Geral com leitos de psiquiatria.

Itabuna é a segunda do estado com mais casos de AIDS

Share Button

HIV

Itabuna está entre os municípios baianos que mais notificaram casos de AIDS neste ano. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o vírus da doença foi detectado em 95 pessoas submetidas a exames no município. A cidade é a segunda que mais informou casos de AIDS no estado neste ano. Salvador lidera em notificações. A doença foi detectada em 283 pessoas, das quais 5 crianças.
O ranking dos municípios com grande número notificações de casos de AIDS segue com Teixeira de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Porto Seguro, Feira de Santana, Jequié, Juazeiro e Camaçari. Os dados mostram ainda que 26 pessoas com vírus da AIDS já morreram na Bahia neste ano. Em Salvador foram notificadas 12 mortes. Os demais óbitos ocorreram em outros 11 municípios baianos, informa o Jornal A Região.

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS Transtorno ainda enfrenta preconceito, apesar de afetar mais de 120 milhões de pessoas

Share Button


A depressão é caracterizada pela tristeza constante que incapacita o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar e estudar

Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes. Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear.

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada. Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença.

Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor.

O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente.

– Principalmente no ambiente de trabalho, onde há competições e cobranças por bom desempenho, é comum as pessoas nem comentarem sobre a enfermidade. Nesses casos, o melhor é tirar férias ou licença médica.

E não é só isso. A ignorância em torno da doença faz com que familiares e amigos, na tentativa de ajudar, piorem ainda mais a condição do depressivo. Frases como “tenha um pouco de força de vontade”, “vamos passear no shopping que melhora”, “você tem uma vida tão boa, tá com depressão por que?” e “se ocupe com outras coisas que você não terá tempo de pensar em bobagens”, funcionam como uma bomba na cabeça de quem já se esforça, diariamente, para conseguir sair da cama.

– Isso mostra que as pessoas não conhecem o transtorno. Achar que é frescura ainda é comum. Elas não imaginam que o paciente não consegue reagir. Não depende de força de vontade.

A designer C.N., 35 anos, que passou por uma depressão severa há alguns anos, sabe bem o que é isso. Mesmo trabalhando em um ambiente com pessoas bastante esclarecidas, ela cansou de ouvir esse tipo de comentário. E os efeitos eram devastadores. Ela conta que “até críticas sobre o meu médico eu ouvi. Uma colega disse que ele não devia ser bom, pois depois de um mês de tratamento eu já deveria estar curada.”

– É incrível o poder que algumas palavras têm sobre o doente. A primeira coisa que as pessoas perguntavam era o motivo da minha depressão, pois eu tinha uma vida tão boa, uma família, filha, um casamento bacana, um emprego legal. O fato de não ter uma explicação para a doença me deixava péssima. Era um sentimento de culpa enorme.

Por isso, Ferraz diz que é muito importante a participação da família no tratamento. Eles precisam saber o que devem e o que não devem fazer em relação ao doente. Para ele, “fazer com que todos entendam o mecanismo do transtorno e como agem os remédios é fundamental para o sucesso do tratamento. Ainda existe o mito de que antidepressivo vicia, o que é um grande engano.”

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE ATRAVÉS DO CENTRO DE ENDEMIAS ESTARÁ REALIZANDO A LIRA 2016 EM POÇÕES NOS DIAS 10,11 E 12

Share Button

Entre os dias 10, 11 e 12 de Agosto os Agentes De Endemias estarão realizando a LIRA (levantamento de Índice Rápido) que tem por finalidade o mapeamento rápido dos índices de infestação por Aedes Aegypti. Entre as vantagens estão identifica os criadouros predominantes e as situações de infestação do município, alem disso permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

Neste trabalho os Agentes estarão visitando 20% dos imóveis do município, onde serão inspecionados todos os depósitos que contem água. O resultado desta LIRA será divulgado na próxima semana, Outra será realizada em Outubro.

INDICE SITUAÇÃO
< 1% Satisfatório
1 – 3,9% Alerta
> 3,9% Risco

 

Saúde: o paciente nunca é o culpado Com termos como “juidicialização da saúde”, o paciente carrega a culpa que de fato não é dele

Share Button
Luciano Correia Bueno Brandão, advogado especialista em Direito à Saúde, do escritório Bueno Brandão Advocacia.Clique na imagem para fazer o Download...

Muito se tem falado ultimamente sobre o aumento de ações judiciais movidas por pacientes contra o SUS e contra os planos de saúde privados. Também se discute o impacto dessas decisões sobre os orçamentos dos entes estatais e sobre o equilíbrio dos contratos entabulados pelas operadoras. A narrativa que se vem construindo é no sentido de que a chamada “judicialização da saúde” é nociva, prejudica muitos em detrimento de alguns poucos pacientes e que, a médio e longo prazo, tende a tornar o sistema insustentável.

Observa-se um clima crescente de quase “criminalização” do paciente, que recorre à Justiça para garantir acesso efetivo ao Direito à Saúde. Procura-se, em alguns meios, impor ao cidadão a pecha de “oportunista”, que busca na Justiça a chancela para direitos que supostamente não tem, o que causaria desequilíbrio no sistema. Neste ponto, é preciso dizer com todas as letras: o paciente não é o culpado!

A garantia de acesso à saúde é dever do Estado, previsto expressamente na Constituição Federal (art. 196, CF/88), e os serviços de assistência à saúde são livres à iniciativa privada pelos planos de saúde (art. 199, CF/88), sendo a atividades destes regulamentada pela Lei nº 9.656/98, e sujeita aos ditames do Código de Defesa do Consumidor. A Constituição Federal também garante expressamente em seu art. 5.º, inciso XXXV, a inafastabilidade da jurisdição. Ou seja, que todo cidadão tem o direito constitucional de submeter ao Judiciário a apreciação da defesa de seus interesses.

Portanto, a insinuação de que um cidadão age mal ao procurar o Judiciário para ver tutelados os seus direitos, consiste em verdadeiro ataque ao Estado Democrático de Direito e não deve ser levada a sério. Um estudo realizado recentemente pela USP constatou que em São Paulo 92,4% das ações judiciais movidas contra planos de saúde foram favoráveis aos pacientes. Ora, a resposta do Judiciário às demandas envolvendo as questões relacionadas à saúde é sinal inequívoco de que os direitos reclamados pelos pacientes são legítimos. Também é importante consignar que o número de ações judiciais é pequeno, considerado o universo de pacientes.

Neste sentido, basta mencionar que o levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que, em 2010, haviam cerca de 240 mil ações judiciais em curso no Brasil envolvendo questões relacionadas à saúde sendo que 46,6 milhões de pessoas possuíam planos de saúde. Ou seja, corresponderam a menos de 0,52% do número de beneficiários.

Veja-se, portanto, que a chamada “judicialização da saúde” não é, em hipótese alguma, causa absoluta das mazelas do setor, como alguns querem fazer crer, mas, sim, consequência de um sistema falho. Antes de colocar o paciente que recorre ao Judiciário para garantir efetivo acesso à saúde, na posição de vilão, é preciso repensar o sistema de gestão do sistema público e dos planos de saúde.

Como negar ao cidadão o acesso a medicamentos, exames e internações sob a invocação de princípios como o da “reserva do possível”, quando bilhões de reais se esvaem pelo esgoto da corrupção e da má gestão? É inadmissível que a direção de órgãos de regulação, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), seja entregue por indicação política a indivíduos com notória ligação aos interesses de operadoras privadas, as quais, é bom lembrar, são grandes financiadoras de campanhas eleitorais, exercendo um lobby gigantesco com entes políticos e mesmo no seio do Judiciário.

Desburocratizar, buscar eficiência, transparência entre médicos, hospitais e operadoras, reestruturar modelos de operação que já se provaram ineficientes, centralizar a compra de medicamentos e de materiais de alto custo são caminhos efetivos para a redução do desperdício sem, necessariamente, implicar em prejuízo aos pacientes.

Repensar a forma de remuneração dos planos de saúde privados é, também, necessário. O sistema de coparticipação (em que o usuário arca com parte do valor de consultas e exames, por exemplo), estimula uma racionalização dos recursos. Garantir descontos para usuários que venham a aderir a programas de medicina preventiva (o que a longo prazo pode reduzir despesas com tratamentos mais caros) é igualmente uma saída interessante. É necessário, ainda, equalizar os reajustes entre usuários mais novos e mais idosos.

O fato é que o sistema atual enseja desperdícios, está viciado por má gestão, falta transparência entre os entes envolvidos, prestadores e operadoras. Reconhecer a gravidade da situação é o primeiro passo para se chegar a um modelo sustentável, próspero e eficiente para todos: Estado, operadoras, prestadores e consumidores. Enquanto isso não ocorre, o Judiciário é a última trincheira da dignidade onde o paciente ainda pode buscar refúgio. E não há nada de ilegítimo nisso.

Artigo de:

Luciano Correia Bueno Brandão, advogado especialista em Direito à Saúde, do escritório Bueno Brandão Advocacia (http://www.buenobrandao.adv.br/).

Jaguaquara: Foto de paciente no chão viraliza e hospital diz que é ‘politicagem’

Share Button
Jaguaquara: Foto de paciente no chão viraliza e hospital diz que é ‘politicagem’

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Um paciente teria sido atendido no chão do hospital de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. A imagem como o homem no chão viralizou na internet. O caso teria ocorrido na terça-feira (5). Segundo o Blog do Marcos Frahm, o homem, identificado como Adriano, teria sido levado para Hospital Municipal de Jaguaquara após sofrer uma queda em uma rua do bairro Cruzeiro. O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (7). Em nota, assessoria de comunicação da prefeitura de Jaguaquara negou o fato e o considerou fruto de “politicagem”. Segundo a diretora da unidade de saúde, Bruna da Hora Oliveira, o paciente chegou ao local alcoolizado e apresentou oito crises convulsivas. Para atendê-lo, a equipe o colocou sobre um colchão para tentar o acesso venoso, “já que na maca não seria viável devido ao risco de queda e possível traumatismo, tudo pensando da melhor forma para proteger o paciente de uma complicação maior”, disse. Depois, o paciente foi transferido para a maca e depois de algumas horas teve alta médica com sua saúde reestabelecida.

Pesquisa investiga ação de vírus de gado em bebês com microcefalia no Nordeste

Share Button
Pesquisa investiga ação de vírus de gado em bebês com microcefalia no Nordeste

Foto: Fernanda Birolo / Embrapa
O surto de microcefalia registrado no Nordeste pode ter outras causas além da contaminação do feto pelo zika durante a gestação. Pesquisadores brasileiros encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços de um outro vírus, o BVDV, um agente que até hoje se imaginava afetar rebanhos animais, como bovinos. Os indícios, embora ainda tenham de ser comprovados com testes mais específicos, foram considerados relevantes pelos cientistas. Por precaução, eles comunicaram o Ministério da Saúde antes mesmo da publicação do trabalho em revista científica, em reunião de emergência feita na semana passada. A pesquisa foi feita por integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo IPESQ, Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto. Diante das suspeitas, uma série de medidas foi adotada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi comunicada e ontem foi realizada uma reunião com o Ministério da Agricultura para avaliar medidas de proteção do gado, caso a hipótese seja mais tarde confirmada. Um grupo do Ministério da Saúde foi destacado nesta semana para ajudar a estudar o caso. Equipes foram enviadas a campo, na Paraíba, para tentar buscar ligações entre as mulheres que tiveram seus embriões com suspeita de contaminação por BVDV. Embora intrigados com resultados, pesquisadores que participam do estudo ouvidos pela reportagem mostram-se cuidadosos. Eles dizem ser precipitada qualquer conclusão. Os trechos do BVDV foram encontrados em três amostras, um número ainda considerado pequeno para fazer alguma afirmação categórica. O grupo agora concentra esforços para fazer o sequenciamento do vírus. Uma tarefa que é cara. Justamente por isso, buscaram auxílio do Ministério da Saúde. “Essa é uma peça importante dentro desse quebra-cabeças. Nunca foi descartada a possibilidade de que, além do zika, outro vírus estivesse relacionado ao aumento de casos de bebês com problemas neurológicos”, disse um integrante da força-tarefa destacada para avaliar o caso, que atua em Pernambuco. O BVDV é um vírus presente no rebanho de vários países, incluindo o Brasil. Da mesma família do zika (Flaviviridae), ele causa no gado uma série de doenças, como diarreias e problemas respiratórios. O que chama mais a atenção, no entanto, é a grande quantidade de casos de abortos e de más-formações provocadas por esses vírus no gado. Entre os problemas encontrados, está a artrogripose, uma síndrome que provoca má-formação em articulações, já identificada em alguns bebês com microcefalia. Foi justamente essa semelhança na forma do ataque do vírus na formação do feto de gado e dos bebês com microcefalia associada ao zika que despertou o interesse dos pesquisadores. Assim como acontece com bebês, a literatura mostra que o impacto do BVDV na formação do feto bovino muda de acordo com o período de infecção. “Abortos e más-formações são mais comuns no primeiro trimestre da gestação dos bovinos”, afirmou o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Santa Maria, Eduardo Flores. Assim como de humanos, o período de gestação no gado é de 9 meses. O professor afirma que, embora muito presente no rebanho brasileiro, até hoje não houve relato sobre a transmissão do BVDV para seres humanos. Também não há registros sobre contaminação do vírus no meio ambiente. Uma das hipóteses de pesquisadores é de que o fato de o zika e o BVDV serem da mesma família possa aumentar a possibilidade de interação. “Talvez isso ajude a explicar a forma como o zika rompe a barreira placentária e ataca o feto”, diz um representante do governo de Pernambuco. Essa interação poderia também ajudar a explicar um fato que intriga autoridades sanitárias e a comunidade científica em geral: por que algumas regiões do Nordeste brasileiro foram muito mais afetadas pela síndrome provocada nos bebês pelo zika do que outros Estados ou outros países? A resposta ouvida até agora era de que a epidemia de zika em outras regiões do País é muito recente e que, por isso, seria preciso esperar alguns meses até que bebês com a síndrome congênita começassem a nascer. “O tempo está passando e a epidemia de grandes proporções esperada no Sudeste não está acontecendo”, afirmou o representante. O último boletim do Ministério da Saúde sobre a microcefalia mostra que há 1.417 casos confirmados no Nordeste e 106 no Sudeste.

Menino que teve corpo queimado espera transferência para UTI há 6 dias Acidente ocorreu na última sexta (24), durante festejos do São João. Criança teve 60% do corpo queimado quando pai foi acender fogueira.

Share Button
Menino de 4 anos teve 60% do corpo queimado (Foto: Reprodução/TV Subaé)Menino de 4 anos teve 60% do corpo queimado (Foto: Reprodução/TV Subaé)

Um menino de quatro anos que teve 60% do corpo queimado durante os festejos de São João, em Feira de Santana, cidade que fica a cem quilômetros de Salvador, aguarda há seis dias por uma transferência para um hospital especializado em queimaduras.

O acidente ocorreu na última sexta-feira (24), quando o pai de Jeanderson de Jesus Casais tentava a cener uma fogueira em frente à casa onde eles moram, no bairro de Jardim Cruzeiro. “Eu fui acender o fogo com gasolina, o vaso pegou fogo, eu me assustei e joguei o vaso para cima. Pegou no meu amigo, molhou [a gasolina] meu filho e o fogo passou para ele”, conta Joedson Casais da Silva, pai de Jeanderson.

Menino se queimou quando o pai tentava acender fogueira (Foto: Reprodução/TV Subaé)Menino se queimou quando o pai tentava acender
fogueira (Foto: Reprodução/TV Subaé)

No mesmo dia do acidente, o menino foi internado em estado grave no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana. O problema é que a unidade de saúde não tem um especialista em queimaduras pra fazer a cirurgia necessária e Jeanderson precisa ser transferido para um hspital especializado.

Os parentes do menino estão desesperados com a situação. “O hospital está dando todo o atendimento que ele precisa, mas a gente precisa de uma UTI em Salvador para tratar das queimaduras dele, porque são de segundo e terceiro graus. Ele corre risco de vida. Ele está da cintura para cima todo queimado”, disse Laís Lobo Santana, tia de Jeanderson.

Segundo a direção do Hospital Estadual da Criança, desde que o menino foi internado, a unidade está tentando vaga nos hospitais de Salvador.

Jeanderson está internado desde o acidente no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana (Foto: Reprodução/TV Subaé)Jeanderson está internado desde o acidente no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana (Foto: Reprodução/TV Subaé)

Ministério da Saúde aponta 1.154 casos de microcefalia na Bahia Novo boletim destaca 19 casos a mais que os registrados no último. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (22).

Share Button
Informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11) (Foto: Jonathan Lins/G1)Informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde
nesta quarta-feira (22) (Foto: Jonathan Lins/G1)

O boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (22) aponta 1.154 casos de microcefalia na Bahia. Dezenove a mais do que o último relatório divulgado pelo órgão, no dia 15 de junho.

O estado é o segundo com maior número de casos do país, ficando atrás de Pernambuco, que até agora registrou 2.008 casos.

Os dados divulgados nesta quarta são referente ao período até o dia 18 de junho. O relatório é feito com os dados enviados pelas secretarias estaduais da saúde, informou a pasta.

De outubro de 2015 até maio deste ano, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) registrou 32 mortes por microcefalia na Bahia.

Os casos fatais foram nas cidades de Alagoinhas (1), Anguera (1), Camaçari (3), Conceição do Jacuípe (1), Cravolândia (1), Crisópolis (1), Jaguaripe (1), Jequié (1), Monte Santo (1), Barro Preto (1), Campo Formoso (1), Itabuna (2), Itapetinga (1), Olindina (1), Salvador (6), Tanhaçu (1), Esplanada (1), Feira de Santana (1), Presidente Tancredo Neves (1), Santo Antônio de Jesus (1), Simões Filho (1), Senhor do Bonfim (1), Ilhéus (1), Lauro de Freitas (1).

De acordo com os critérios do Ministério da Saúde, é considerado microcefalia o bebê com perímetro cefálico menor ou igual a 31,9cm, no caso de menino, e menor ou igual a 31,5cm, em menina. Os casos da doença estão relacionados ao vírus da zika, doença transmitida pelo mosquito Aedes Eegypti.